Aqui é o seu lugar

Então você é como um daqueles tantos outros: fica de olho em uma calça linda (e cara) mas não compra por dó dos 140 reais e, minutos depois, gasta esse mesmo valor com coisas bestas que jamais vai usar, tipo um par de brincos com pingente de xamã, um leque chinês e um porta-qualquer-coisa? Pois é: a soma (das parcelas) e a subtração (do salário) são as contas mais complexas que a matemática já nos apresentou.

Aprochegue-se, sente-se e tome um café! Aqui é o seu lugar e é com você mesmo que eu quero falar. A ideia é: gastar bem e sempre, de forma moderada e inteligente. Juntos, a gente consegue.
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terça-feira, 27 de abril de 2010

Pondo Ordem na Casa é coisa chisque!

[Respondo Mesmo] Zentiz, quanta chiquesa! Navegando pelo éter que chamamos de internet, essa tal de Carla Vila Verde - uma blogueira super da fofa - achou este humilde espaço virtual. Gostou. Me entrevistou. E publicou no blog dela, o Dia de Salto.

Quem é lindo entra lá e comenta! E quem não colaborar - além de ser feio - vai cair em tentação e comprar algo super necessário pra sua vida que estava na promoção neste fim de semana e sair do planejamento. Praga de blogueira pega!!!

Se você chegou até aqui por intermédio da Carla, fique à vontade. Vou preparar um cafezinho: enquanto isso, dá um passio por aí.

#papodelouco

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Bão e de graça

[RespondoMesmo] Mais uma do Leitor Anônimo (há!), desta vez, sobre palestras de orçamento doméstico do Procon de São Paulo:

"Os úncos horários são esses? não tem palestras aos sábados? Gostaria de sempre participar de algum evento!"

Olha, eu dei uma sapeada no site do Procon-SP e não achei nenhuma informação sobre a realização de palestras apenas durante a semana. De qualquer forma, as que eu tomo conhecimento, normalmente, são de segunda a sexta.

Você pode se manter informado aquió.

A próxima sobre finanças pessoais vai ser em uma quinta-feira, no dia 27 de janeiro. Aproveita este dia para doar sangue e conseguir aquele atestado de dispensa do trabalho (cheia dos conselhos tortos).

Fique esperto: o Procon não é o único lugar que concede cursos gratuitos de finanças pessoais. Em uma simples pesquisa no Google é possível achar um montão deles, alguns até virtuais - o que, digamos, facilita a logística.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Dívida surpresa

[RespondoMesmo]

Do leitor Anônimo (impressionante como todos têm o mesmo nome!)

"Fui quitar uma dívida alta no banco. O senhor funcionário do banco me passou o valor. Beleza, quitei. Quando voltei ao banco para saber se estava tudo certo, o meu gerente falou que faltava R$ 1,1 mil . Tem algo q eu possa fazer?"


Conversando um pouco melhor com o Caro Leitor Anônimo via e-mail (mande você também sua pergunta para pondoordemnacasa@gmail.com - garanto sua identidade! hehe), fiquei sabendo do seguinte: ele primeiramente foi ao banco para quitar esta dívida de seu pai, que tinha uma conta juridica. Ao que tudo indica, ele usava uma espécie de crédito especial para empresas, aquele limite pré-aprovado que o banco libera na conta. E se deu um pouco mal.

Conforme os relatos, o mocinho sem nome pegou um empréstimo de R$ 3 mil para quitar uma dívida de R$ 2 mil, mais ou menos, e ficar com essa graninha a mais para alguma outra coisa. Só que, depois de uns dias, achando que tinha quitado a coisa, foi ao banco e verificou que, na verdade, faltava R$ 1,1 mil para garantir a noite de sono tranquila.

O que fazer?

1. Em primeiro lugar, é preciso verificar se o senhor funcionário do banco deixou com você algum documento que comprove o valor de R$ 2 mil que tinha sido negociado ou quitado. Isso é bem importante e pode ser usado como prova

2. Depois, é interessante que você peça uma justificativa ao banco, por escrito, do acréscimo de R$ 1,1 mil no acordo de quitação da dívida. O bacana de ser escrito é que o ocorrido torna-se algo, digamos, mais oficial

3. Com esses dados em mãos, procure seu gerente e converse com ele. Explique a situação. Caso ele se mantenha irredutível, procure o Procon de sua cidade. Bancos num gostam de encrenca com órgãos de defesa do consumidor. E lá um técnico vai poder te orientar sobre um possível acordo ou sobre a necessidade de dar entrada em um processo no Juizado Especial Cível (o antigo Pequenas Causas).

Boa sorte!

Fique esperto: sempre que passar por uma situação parecida, faça o possível para juntar provas fisicas. Quando negociar um valor no banco, peça para o funcionário escrever para você os detalhes do acordo. Anote o nome dele no papel. O consumidor tem direito de receber o que foi acordado. E jamais, jamais, saia da sala com alguma dúvida: pergunte quantas vezes for necessário

Sua missão de hoje é: dar atenção especial a conversas com funcionários em bancos

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Consigo e nado

[RespondoMesmo] Recebi a seguinte solicitação de uma leitora: o que é preciso saber sobre crédito consignado?
Ok, vamos lá.

Antes de enveredarmos por este caminho, é necessário saber que o custo do crédito está intimamente ligado ao índice de inadimplência (o jeitinho bonito de falar calote) de determinada instituição financeira. Da mesma forma que uma seguradora X cobrará 80% a mais por fazer a apólice do carro de um jovem de 18 anos com hábitos etílicos e que deixe a caranga na rua, cobrará mais de seus clientes se seu índice de não-pagamento for maior. Sacou?


É a questão do risco x oportunidade: quanto maior a probabiliade de haver calote, maior será o custo. Assim, quando o banco tiver uma baixa - ou seja, não conseguir recuperar o dinheiro emprestado - o cliente bonzinho, que paga sua conta todo mês, verá o juro aumentar. Ons bons pagam pelos zuados. Triste, né? Mas alguém tem que pagar...

Pois bem.

O crédito consignado é uma maravilha que inventaram para pessoas super dispostas a tomar um empréstimo com o banco e pagar menos juro pelo valor. A grande sacada do negócio é que a parcela do referido crédito é descontada diretamente do salário, ou seja, o querido endividado nem chega a ver a cor do dindin. E pelo fato de o pagamento ao banco ser automático, sem qualquer risco do tomador decidir/não poder pagar o valor, o risco é menor. Por que o banco vai embutir o custo maior em um risco menor? Digo menor porque o credor pode morrer no meio do caminho ou ser demitido.

Muitas empresas têm programas específicos. Algumas fazem parcerias com bancos, normalmente o banco responsável pelo pagamento do salário, e o custo do juro pode cair à metade. Já vi casos em que 5% mensais caem para 2%, 2,5% - também mensais - dependendo do valor a ser tomado e do prazo definido. Informe-se na sua!

Já o INSS tem um programa especial para os aposentados, com teto de juro pré-estabelecido

Fique esperto: Não é porque o juro é menor que é bem legal tomar crédito consignado.  Todo e qualquer empréstimo e/ou financiamento só deve ser contratado em caso de extrema necessidade, para pagar uma dívida de custo maior. Veja: 2% ao mês é menor que 5%, mas ainda é caro. Sempre que você quiser fazer um comparativo, lembre-se que a poupança rende parco 0,6% ao mês.

Sua missão de hoje é: tomar crédito de forma consciente.