Aqui é o seu lugar

Então você é como um daqueles tantos outros: fica de olho em uma calça linda (e cara) mas não compra por dó dos 140 reais e, minutos depois, gasta esse mesmo valor com coisas bestas que jamais vai usar, tipo um par de brincos com pingente de xamã, um leque chinês e um porta-qualquer-coisa? Pois é: a soma (das parcelas) e a subtração (do salário) são as contas mais complexas que a matemática já nos apresentou.

Aprochegue-se, sente-se e tome um café! Aqui é o seu lugar e é com você mesmo que eu quero falar. A ideia é: gastar bem e sempre, de forma moderada e inteligente. Juntos, a gente consegue.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Cartão de crédito: é possível ganhar dinheiro com ele



[Dia 12] Cacilds! Estamos no dia 8 de janeiro, mas a angústia de sobreviver com apenas R$ 15 no mês dá uma impressão de que, na verdade, estamos no dia 38 (?). E é preciso, realmente, desacelerar, já que o adiantamento do dia 20 ainda demora a chegar.

Lembra que em um post passado eu falei sobre o assassinato sumário de seu cartão de crédito? No mesmo texto, afirmei que ele era um tremendo aliado para o orçamento doméstico - mas apenas se você fosse controladinho ou controladinha - e que, no futuro, dedicaria um post somente a ele e a seus benefícios. E eis que estou aqui, no papel de advogada do diabo.

O negócio é o seguinte: aquele pedacinho de plástico magnífico tem a capacidade de dar fôlego às suas finanças. Você compra agora e paga só daqui a 30 dias, pelo mesmo valor que pagaria à vista. Suponhamos, portanto, que você faça uma compra de R$ 200 com o dito cujo, mesmo tendo a grana para pagar à vista. Adiando o desembolso em 30 dias, você deixa a graninha na porpança, feliz e contente.

Chegado o dia de pagar a fatura, você retirará o valor guardado (por isso que é preciso ser controlado) da aplicação, e verá uma surpresa: em vez de ter R$ 200, você terá R$ 201,20 (levando em consideração uma remuneração mensal de 0,6%). Deu para entender? Você compra e, pasme, ganha dinheiro com a prorrogação do pagamento. Simples!

Se você não tem o dinheiro agora mas o terá no dia do pagamento do salário, melhor ainda! Não paga juros do cheque especial e nem passa apuro.

Além disso, tem uma coisa bacaníssima que os bancos fazem quando oferecem um cartão: o programa de pontos. À medida que você vai comprando e pagando sua fatura em dia, o valor gasto é revertido em créditos, os quais podem ser trocados por diversos tipos de produtos e serviços. Então você, um consumista regenerado e pão-duro convertido, pode utilizar esses pontos para comprar itens em situações em que, por exemplo, é obrigado a presentear alguém (casamento, aniversários e afins). Mas fica a dica: como é, digamos, de grátis, normalmente a entrega do produto demora uns 30 dias, por isso é necessário se programar e fazer o pedido com antecedência.

Claro que nada disso adianta muito se você pagar uma anuidade astronômica à sua operadora. Por isso, no momento da contratação, exija que nada seja cobrado. Ou, se você já tiver um plástico e pagar, nem que seja, R$ 6 por mês, ligue para o banco e peça a isenção. Caso o atendente se negue a dar, diga que irá cancelar seu cartão. Comigo essa jogada kamikazi sempre funcionou ;)

E, claro, NUNCA atrase o pagamento e JAMAIS lance mão do pagamento do mínimo. Os juros, nestes casos, superam os 10% AO MÊS e você se lasca!

Fique esperto: no momento de retornar ao universo amigo, porém, perigoso do cartão de crédito, tome cuidad com o limite que irá contratar. Comece com valores pequenos, para que você possa se reeducar aos poucos a usá-lo. E, por enquanto, não faça compras parceladas. Elas também são legais, mas em termos

Sua missão de hoje é:  negociar a anuidade de seu cartão de crédito

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Endividado ou inadimplente?

[ParaSairDaRotina] Pesquisa divulgada nesta quinta-feira, dia 7 de janeiro, pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) mostrou uma novidade, algo que ninguém esperava: por conta das festas de fim de ano, o total de famílias endividadas no município de São Paulo saiu de 46% do total em novembro para 48% em dezembro. 

Isso não é nada assombroso, obviamente, porque neste período as pessoas têm o costume de colocar o pé na jaca mesmo. E não é necessária nenhuma pesquisa para você saber disse, némemo? Mas é um dado interessante, de qualquer forma.

Continuemos com os números. Já o total de famílias inadimplentes apresentou forte elevação no último mês do ano, passando de 14% para 20% em dezembro. Com isso, 18% dos entrevistados gastaram mais do que ganharam.

Veja bem, existe uma diferença entre endividado e inadimplente. Endividado é aquele que tem um determinado número de parcelas a pagar. Inadimplente é o cara que tem a dita dívida e não conseguiu honra-la.
Segue trecho do material de divulgação:


De acordo com a pesquisa, 29% das famílias passam em média três meses com a renda comprometida com o pagamento de dívidas. 30% têm a renda familiar comprometida com contas superior a um ano. Por outro lado, das famílias com contas em atraso (inadimplentes), 32% possuem contas em atraso por período superior a 90 dias e 24%, entre 30 e 60 dias. O tempo médio de atraso de dezembro é de 62 dias.


E você? Exagerou na coisa neste fim de ano?

Fique esperto: por mais que seja legal parcelar uma coisa ou outra, porque assim é possível adequar o valor a ser pago ao quanto você recebe, a atividade é um perigo se não for feita de forma controlada (o que acontece na maioria das vezes, não é?) Por isso, opte por um número menor de parcelas, para que elas não sejam esquecidas ao longo dos meses

Sua missão de hoje é: estabelecer um período no qual não contrairá nenhuma dívida

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Mês de 60 dias

[Dia 11] Preciso confessar que este post que vos escrevo demorou um tempinho para ser confeccionado. Difícil falar sobre finanças pessoais sem citar a necessidade de fazer uma lista receita/despesa e não gastar dinheiro à toa, além, obviamente, de ter calma e lembrar que isso é só uma fase. Isso você já leu, não é mesmo?

Agora é o momento de viver no sufoco. Se você foi um bom leitor, abriu mão do limite do banco, do cartão de crédito e está fazendo de tudo para não sucumbir - mas é difícil ver aquela conta bancária triste, com dois reais apenas.

Quando passei por isso, tomei uma medida extrema: caiu o meu salário (o que acontecia uma vez por mês apenas, retirando aquela sensação enganadora de bonança bimensal), paguei todas as contas. Adiantado, obviamente. Sabe por quê? Porque se a grana ficasse na conta, eu, uma consumista inveterada, não aguentaria enquanto não a gastasse. Tudo pago? Ótemo. Sobraram R$ 15? Saque o dinheiro e deixe cinco reais na carteira e o restante em casa, para caso de extrema necessidade. Sim, queridão e queridona, este é todo o seu dinheiro do mês.

Quer comprar um drops? Compra, o azar é só seu! Vai ficar sem nada até o fim do mês, nem a segurança ilusória do cheque especial o ajudará. Assim você pensará mais de uma vez antes de tirar o dinheiro do bolso.

Dá meda, mas funciona!

Fique esperto: Este tipo de situação extremista requer preparação. Para que você possa seguir à risca isso, precisa fazer uma compra decente no supermercado para passar o mês, por exemplo. Quando digo decente, não quero dizer farta, mas avaliada milimetricamente para que não falte algum produto de consumo básico durante o longo e interminável período de 30 dias. É preciso também ter a quem recorrer em caso de emergência, como, por exemplo, quando houver necessidade de comprar remédios

Sua missão de hoje é: preparar-se para um mês psicologicamente mais comprido do que um regular

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Crédito de início de ano: vale a pena?

[ParaSairDaRotina] Eu sei, eu sei. Estou exagerando um pouco nas postagens: três por dia é coisa demais. Mas eu fiquei um tempinho fora do ar, sinto a consciência pesar e achei por bem passar as informações que considero mais importantes neste começo de ano. E algo inerente aos meses de janeiro, fevereiro e março - além do calor de fritar o coco e a chuva torrencial - são as continhas de início de ano: IPVA, IPTU, matrícula e material escolares... tudo muito imprevisível, não é?

Como se não bastasse a pobreza que nos acomete no período pós-festas, temos mais essa para nos lascar. Quem mandou não representar o seleto 1% de pessoas que guardou o décimo terceiro, hein? (Saiba mais em Abono, Abono meu).

Neste período, pipocam bancos oferecendo um crédito especial para os festeiros que não ficaram com nenhum dindin no bolso, específico para essas continhas de início de ano. É aí que mora o perigo.



Vi umas opções no mercado e selecionei um exemplo. Vamos chamar a instituição de Banco X.

Neste produto especifico, o cliente pode escolher a data de vencimento da primeira parcela para até 59 dias após a contratação da operação. O juro mensal varia de 3% a 3,99%, sendo que as linhas atingem até 40 meses - desde que a prestação não seja inferior a R$ 40. Não vamos entrar nos pormenores, deixemos apenas essas informações e avaliar três situações:


  1.  Você não tem o dinheiro à vista e quer pagar as coisas tudo de uma vez para conseguir um descontinho, mas consegue arcar com as parcelas no prazo. Por que não pegar o crédito e ser feliz, aproveitando o abono oferecido? Aí que você corre o risco de se estrepar: desconto não é sinônimo de economia se o crédito que você tomar for maior que esse benefício. Aprenda a fazer o cálculo aproximado no post Sem desaforo.

  2.  Você não tem dinheiro nem à vista e nem a prazo. Se nem apertando daqui e de lá você vai conseguir pagar as parcelas, sendo necessário, inclusive, recorrer ao cheque especial para conseguir arcar com a conta de luz, vale a pena tomar o crédito. Claro. O cheque especial custa entre 6% e 12% ao mês (veja mais no post Come dinheiro), portanto, esse dinheiro do exemplo é mais barato, já que o juro vai até 3,99% ao mês. E já que você vai ter o dinheiro todo em mãos, pague tudo à vista, ganhando o descontinho básico e, consequentemente, reduzindo o custo financeiro total. Mas atenção: é preciso tomar um empréstimo que caiba no bolso e que não acabe sendo coberto pelo limite do banco, gerando um gasto ainda maior.

  3. Você prefere procurar outros tipos de crédito, do pessoal ao consignado. Lindo: veja qual tem a taxa menor e seja feliz.


Fique esperto: é sempre bom evitar tomar crédito, porque as taxas no nosso querido país são extremamente altas. Contudo, se não tiver realmente de onde sair a grana para arcar com o compromisso, é preciso fazer uso consciente das linhas disponíveis

Sua missão de hoje é: não sucumbir ao desejo de dormir enquanto o gerente do banco explica as diferentes modalidades de crédito e prestar a devida atenção que o assunto merece. E nunca consultar apenas as linhas de um banco. Aproveite as informações de um barganhando com o outro


(Sua dúvida não foi esclarecida? Não deixe barato: mande um e-mail para pondoordemnacasa@gmail.com e exija seus direitos de leitor não-pagante! Se estiver ao meu alcance, prometo lhe ajudar)

Liquidação nossa de cada início de ano

[Dica da booa] Passadas as festas, lojas físicas e virtuais fazem aquelas mega liquidações, com descontos que vão até 70%. A mão começa a coçar, não é mesmo?

E é aí que mora o perigo: veja, se você compra uma máquina fotográfica digital, por exemplo, por R$ 300, sendo que antes ela custava R$ 700, você não está economizando R$ 400, está gastando R$ 300. Essa sensação de "me dei bem" é puramente imaginação: nem vem, esse aparato é bacaninha, mas não é essencial na nossa vida, ainda mais na de um endividado. Eu, por exemplo, nem tenho. E imagino que o celular de última geração que você comprou em uma grande rede varejista em 17 vezes sem juros também tem uma camerazinha mais ou menos, para quebrar o galho.

Poisintão. Aproveito a deixa para publicar um texto que a Pro Teste, uma associação de defesa do consumidor bem da engajada, divulgou em seu site. Dá uma olhadinha nas dicas valiosas:


PROTESTE : como aproveitar as liquidações


É preciso cuidado com falsas promoções.Compras por impulso são vilãs que podem comprometer o orçamento familiar.


As promoções do varejo no mês de Janeiro já se tornaram tradição no Brasil. Consumidores enfrentam extensas filas  e se submetem a sacrifícios  para participar das liquidações de lojas de departamento, como enfrentar tumultos e carregar  pesados produtos em mãos  porque não é feita entrega da compra. A PROTESTE Associação de Consumidores recomenda cautela para que o esforço realmente compense.


Consumidores ávidos por preços vantajosos devem estar atentos e adquirir somente itens realmente necessários por preços justos, e que correspondam à oferta ou à publicidade. É preciso comparar os preços para avaliar se realmente vale a pena  a oferta da queima de estoque anunciada pelas empresas. Os anúncios  chegam a apontar produtos com desconto de até 70%, mas é preciso ver se o abatimento não é sobre preços inflados.


Para garimpar boas ofertas no mercado e tirar proveito das liquidações a Pro Teste orienta sobre os cuidados necessários:


¤ Faça pesquisa de preço para verificar se não se trata de "falsa liquidação", o que acontece com mais freqüência do que se pode imaginar. Na vitrine tudo induz a acreditar em produtos e preços ótimos, mas ao entrar na loja o consumidor verifica que não é bem assim.


¤ Não compre por impulso, só porque é barato, pois a mercadoria pode não ter utilidade para você. Compras por impulso são vilãs que podem comprometer o orçamento familiar.


¤ Não tenha pressa na compra para poder avaliar e escolher com cuidado os produtos. No caso de roupas prefira modelos mais clássicos e cores neutras.


¤ Veja se compensam as promoções do tipo "pegue dois, leve três", ou que dêem brindes, descontos em segunda compra, sorteio de prêmios, etc.


¤ Tenha cuidado redobrado com o estado das mercadorias, principalmente aquelas em exposição. Lembre-se que não poderá trocar, por isso, confira se não há defeitos que comprometam a utilização.
Pesquise os preços em vários estabelecimentos e defina, em casa, o que deve ser comprado. Um bom aliado disso são os anúncios em jornais, rádios ou tevês, que deverão ser guardados. O material publicitário poderá auxiliar numa eventual reclamação contra a empresa, caso não haja o cumprimento da oferta.


No caso de produtos com pequenos defeitos — roupas com manchas, descosturadas ou eletrodomésticos com partes amassadas, ou ainda, móveis de mostruário —,você deve exigir que a loja coloque na nota fiscal, os problemas apresentados, detalhando-os.  Os prazos para reclamar desses defeitos são de 30 dias para produtos não duráveis e 90 dias para produtos duráveis.


Fique esperto: economia é gastar menos dinheiro em algo que se precisa. E ponto.


Sua missão de hoje é: pensar antes de gastar

Bão e de graça

[RespondoMesmo] Mais uma do Leitor Anônimo (há!), desta vez, sobre palestras de orçamento doméstico do Procon de São Paulo:

"Os úncos horários são esses? não tem palestras aos sábados? Gostaria de sempre participar de algum evento!"

Olha, eu dei uma sapeada no site do Procon-SP e não achei nenhuma informação sobre a realização de palestras apenas durante a semana. De qualquer forma, as que eu tomo conhecimento, normalmente, são de segunda a sexta.

Você pode se manter informado aquió.

A próxima sobre finanças pessoais vai ser em uma quinta-feira, no dia 27 de janeiro. Aproveita este dia para doar sangue e conseguir aquele atestado de dispensa do trabalho (cheia dos conselhos tortos).

Fique esperto: o Procon não é o único lugar que concede cursos gratuitos de finanças pessoais. Em uma simples pesquisa no Google é possível achar um montão deles, alguns até virtuais - o que, digamos, facilita a logística.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

De volta à realidade

[Dia 10] Genteeees, que abondono louco esse do fim do ano! Entreguei-me às compras desenfreadas, à comida farta e à bebida, digamos, batizada, e deixei de lado essas coisas jovens e interativas da internet. Erro meu!

Assumida essa falha, é hora de, efetivamente, por ordem na casa. Agora não tem mais a desculpa de fim de ano, papai noel, peru da cesta da firrrrma e outras esfarrapadices/sses costumeiras à época do ano. Muito pelo contrário: agora que toda aquela riqueza repentina que lhe acometeu este fim de ano vai, digamos, configurar-se na realidade da pindura, encontramos o melhor momento de sair correndo com os braços para cima na rua - esperando uma resolução vir do cosmos - ou arregacar as mangas, guardar a carteira e executar o planejado.


Olha, um dos retornos que meus queridos leitores mais próximos (pessoas amigas obrigadas a ler este blog sob risco de morte)  me passam é o seguinte: tenho meda de fazer a tal da lista cheia de cifras, números e, depois, rabisca-la. Isso porque neste triste momento de confronto com o seu eu consumista, você percebe que assim não dá. E que ou você para de comer presunto e arrotar caviar ou daqui a pouco não tem nem para a mortadela semi-defumada.

Cá entre nós: eu passei por isso. Voltemos aos idos de 2000 e alguma coisa, quando eu, uma jovem estagiária, vivia atolada no cheque especial e em dívidas com cartões genéricos de lojas.  Olha que jumentinha: atrasava a vida o pagamento das faturas do cartão de loja (juro de cerca de 5% ao mês, se não me engano). Quando a mocinha do telemarketing ameaçava minha integridade moral com cartinhas do SPC, pagava a tal conta - cara por causa dos juros - com o limite do cheque especial (soca mais uns 8% de juros). Esse rebola-bola, de um lado pro outro, ao mesmo tempo que escrevia em meu pseudo-emprego sobre orçamento doméstico. Que bonitinha!

Um dia cansei e fui fazer a tal lista. Claro que não coloquei a parcela do cartão de loja (o que são R$ 40?), os cosméticos de todo o mês (R$ 20 não é nada!), os gastos com comidinhas (R$ 50/mês) e aquela revista bacana (R$ 15). Mixaria! Nisso iam R$ 125. A velha soma.... odeio! Nem preciso dizer quanto isso representa do ordenado de uma pobre estagiária, né?

E também não preciso dizer que a listinha não me serviu de nada. Alguns meses depois, em uma pindaiba maior, tive de refazer a coisa toda, inserindo as tais miudezas. E foi aí que tudo se lascou: gastava uns 30% a mais do que ganhava. Por isso que o banco me amava: enchia ele de grana todos os meses.

Foi aí que veio o rito de passagem. Sabe aquele posto no qual falei sobre organização das parcelas (ler "Curto ou longo")? Poisintão, fiz o tal fluxo de caixa mensal e vi que, dali uns cinco meses, conseguiria fazer o salário sobrar um bocadinho. Calculei então qual seria o meu déficit mensal nesse período, que seria emprestado do cheque especial. Ok tb. Tudo calculado, cheguei ao resultado: em noves meses, teria a solvência. Me livraria do negativo no banco e teria um sono relativamente tranquilo (apesar de ficar inadimplente com a faculdade - mas conto isso depois). Mas não poderia comprar nem uma agulha nesse meio tempo.

Agora você se pergunta: se ela está escrevendo o blog e hoje empresta dinheiro ao banco ao invés de tomar, deu certo! Veja bem: você sabe das agonias humanas e que os resultado nem sempre é como o planejado. Me perdi um pouco, demorei mais que nove meses, mas saí do enrosco.

Então, aceite o seu rito de passagem e pule do muro. Dá medo na hora, é difícil viver sem gastar R$ 1 - mas a recompensa é fantástica. Portanto, caneta e papel nas mãos!

Fique esperto: deslizes todos cometem, mas quando ele se torna recorrente, deixa de ser uma escapadela e volta a ser um vício. CUIDADO

Sua misão de hoje é: aceitar, de vez, sua nova realidade. É passageiro